Aprenda a criar metas com o método S.M.A.R.T. e com a ajuda de Alice do livro “Alice no País das Maravilhas”.

 

Para implantar o sistema de metas na sua empresa, vamos retomar as aventuras de Alice e fazer um passo-a-passo do que deve ser feito.

 

O que é S.M.A.R.T.?
O que significa o S?
O que significa o M?
O que significa o A?
O que significa o R?
O que significa o T?
Conclusão

 

Você já deve ter lido, assistido ao filme ou escutado falar sobre “Alice no País das Maravilhas”. A história de uma menina que corre atrás de um coelho apressado e encontra um chapeleiro maluco e um gato sorridente parece que não tem relação com o dia-a-dia da sua empresa, mas você pode tirar algumas lições dele. A mais importante é sobre metas.

Isso fica claro quando Alice encontra o Gato de Cheshire. Ela, um tanto confusa, pergunta pela saída. O Gato faz outra pergunta, querendo saber onde ela quer chegar. Alice responde que não sabe e então o Gato diz:

 

“Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve”. Gato de Cheshire

 

Saber onde se quer chegar não é útil apenas para Alice. Empresas, departamentos e até indivíduos devem projetar o destino para onde querem ir. Só assim vão conseguir planejar e ver o que precisam para chegar lá. No mundo empresarial, esse “destino para onde ir” pode ser resumido na palavra meta.

Porém, criar metas não é algo tão fácil. Apesar de não exigir a mesma criatividade de Lewis Carroll para criar a história de Alice, você e equipe ainda vão precisar de muita energia na hora de formular metas para sua empresa do jeito certo. É aqui que entra o S.M.A.R.T..

 

O que é S.M.A.R.T.?

George Doran, que trabalhava na Washington Water Power, percebeu a dificuldade dos gestores em formular metas. Eles frequentemente estabeleciam objetivos difusos demais para ter um impacto significativo na empresa. Foi então que em 1991 ele apresentou o “There’s a S.M.A.R.T. Way To Write Management’s Goals And Objectives”, um artigo com um método criado por ele.

Além de ser um trocadilho com a palavra smart (esperto ou inteligente em inglês), a sigla que Doran tinha criado reunia os 5 fatores decisivos para definição metas. Os fatores são:

  • Specific (Específico);
  • Measurable (Mensurável);
  • Achievable (Atingível);
  • Relevant (Relevante);
  • Time-based (Temporal)

Para entender melhor o que cada um desses fatores significam, vamos retomar as frases de “Alice no País das Maravilhas”.

 

S de Specific (uma meta precisa ser Específica):

 

“Quando eu uso uma palavra, ela significa exatamente aquilo que eu quero que signifique... nem mais nem menos.” Humpty Dumpty

 

Metas precisam ser bem delimitadas. Se você formular metas genéricas ou abertas, elas vão dificultar que seus colaboradores entendam o objetivo com clareza. Isso, por sua vez, atrapalha na construção de planos de ação eficazes para alcançar o objetivo desejado.

Por exemplo: se sua meta fosse “vender mais sapatos”, ela estaria errada. Uma meta como “vender 2 mil sapatos” ou “vender o dobro de sapatos do que trimestre anterior” ajudaria todos a compreender os esforços necessários para completar este objetivo. Caso contrário, poderíamos considerar a meta feita caso um funcionário vendesse apenas um par de sapatos a mais.

Por isso, se pergunte “quem”, “o quê”, “onde”, “qual” ou “por quê” na hora de detalhar e fazer um um objetivo específico.

 

M de Measurable (uma meta precisa ser Mensurável):

 

“Alice: Quanto tempo dura o eterno? Coelho: As vezes apenas um segundo.”

 

Não adianta criar metas que não possam ser medidas ou rastreáveis. Assim você e sua equipe nunca saberão o quanto falta para alcançar a meta principal. Por isso, nada de ser genérico (como na meta de “vender mais sapatos”) ou usar conceitos vagos que dificultem a mensuração (como “fazer o produto mais amado do país”, “lançar um produto espetacular” ou até mesmo “aumentar o engajamento com a marca”).

 

A de Achievable (uma meta precisa ser Atingível):

 

“Só podemos alcançar o impossível se acreditarmos que é possível ” Alice

 

Aqui não vale ficar no mundo da imaginação. Sua meta precisa ser factível. Contudo, isso não também não significa que o desafio deva ser menor e mais fácil, mas você deve levar em consideração as ferramentas que tem para atingir o que definiu. Ou seja, dinheiro, mão-de-obra, conhecimento técnico, máquinas, computadores, entre outros… deve ser avaliado antes de criar uma meta.

E, se somarmos com o “T” de S.M.A.R.T., sua meta também precisa ser alcançáveis dentro de um prazo definido – o que é mais um nível de dificuldade na sua jornada até a meta definida. Afinal de contas, ninguém consegue conquistar o mundo em uma noite.

 

R de Relevant (uma meta precisa ser Relevante):

 

IMG“Ninguém jamais conquistou alguma coisa com lágrimas!"

 

Se seu objetivo não pode ser algo como “pintar as paredes do escritório”, afinal de contas, ele dificilmente impactará a empresa. Apesar do exemplo caricato, muitas vezes podemos cair na tentação de fazer algo fácil ou não notamos que a meta criada leva a lugar nenhum.

Além disso, é preciso avaliar prioridades, uma vez que algumas metas podem ser mais interessantes de serem trabalhadas do que outras. Como exemplo, temos uma empresa que tem dificuldade em ter receita ao longo do ano, tendo pico de vendas sazonais. Por isso, é mais interessante que sua meta seja “criar estratégias para aumentar a receita recorrente de vendas” do que “formular promoção de Natal”, já que a promoção não resolverá o problema da receita recorrente.

 

T de Time-based (uma meta precisa ser Temporal):

 

“Dizem que o tempo resolve tudo. A questão é: Quanto tempo?”

 

Não adianta criar metas sem definição de tempo. Isso porque você e sua equipe correm o risco de se esquecer, postergar ou procrastinar na hora de fazer o objetivo determinado. Ou então o oposto: se estressarem por uma meta que obviamente não caberia naquele espaço de tempo.

A dica então é criar um calendário com datas e eventos para que você planeje suas metas de acordo com determinado período de tempo. Além disso, é bom também destrinchar a meta em pequenas tarefas que devem ser feitas ao longo do prazo. Isso ajuda a equipe a se manter focada no objetivo e entender o impacto que tem na meta.

Como todo bom planejamento, ele sofrerá alterações, mas ao menos você terá um rumo e
noção de tempo.

 

Conclusão

 

Para implantar a metodologia na sua empresa, ela precisará definir responsáveis (normalmente cargos gerenciais), reunir equipes para entender mais sobre as necessidades departamentais e empresariais, montar o planejamento e definir os objetivos a serem alcançados.

Seguindo as diretrizes do método S.M.A.R.T. sua empresa vai conseguir criar metas mais assertivas e reais, ainda que desafiadoras. Além disso, ele também pode ser atrelado a outras metodologias, como os O.K.R.s, que usam do S.M.A.R.T. para a criação dos Resultados-chave.

Apesar de ser mais comum em empresas SaaS, com alguns ajustes você consegue implementar o S.M.A.R.T. no seu negócio, seja ele de qual nicho for. Que tal testar? Então mãos à obra!

 

https://neilpatel.com/br/blog/metas-smart/
https://www.ibccoaching.com.br/portal/4-exemplos-de-metas-smart-e-como-aplicar-o-conceito-na-sua-empresa/

 

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